O Nascimento de Elisa

O Nascimento de Elisa

E foram nas 40 semanas e 4 dias que a aventura do parto começou, um momento ao qual me preparei um bom tempo antes. O meu primeiro questionamento sobre parto veio no terceiro mês de gestação quando a ginecologista do plano de saúde me perguntou que tipo de parto eu queria. Até ali eu não me preocupava com isso, na verdade nem havia passado pela minha cabeça. Então eu respondi “o que for possível no momento”. Ela abriu um sorriso e me disse que faria o que melhor para mim e para o bebê. A partir daí comecei a conversar com as colegas grávidas no consultório para saber qual o tipo de parto que elas desejavam e eu sempre tinha a mesma resposta “vou fazer césarea”. Daí pensei “se a maioria faz césarea como vou ter um parto normal se quiser?”. Continuei com as consultas com essa GO que ficava perto de casa até que no quinto mês fui informada que ela havia sido desligada do plano de saúde. De início fiquei em choque mas depois eu pensei “este é o momento de procurar novas opções”. Nesse intervalo de tempo duas amigas dos tempos da faculdade em Minas pariram naturalmente e foi aí que eu comecei a acreditar que isso era possível. As vezes nos deixamos levar pelo “ver pra crer”  mas ainda não sabia como isso ia acontecer comigo estando a 600 km de distância dos meus exemplos (elas moram em BH e eu em SP). Foi aí que eu me lembrei de uma colega dos tempos do pós doutorado que era engajada com o assunto de parto...
relato de parto da Nara

relato de parto da Nara

bs. : este é um relato enorme e detalhado, com as diversas reflexões que fizemos ao longo do processo. caso você só queira ler sobre o momento do parto, pule para a “parte VI – o parto”. ) PARTE I – O BRASIL O Brasil é lindo, repleto de prendas exuberantes como o caju, a araucária e a paçoquinha, porém ao mesmo tempo o Brasil é tanta encrenca que é só você se informar minimamente sobre um assunto que, dependendo do estilo do seu sistema nervoso, já está a um passo de se tornar ativista de uma nova causa. Antes de engravidar, eu não sabia nada sobre , nem que o risco de sofrer esse tipo de  é alto por aqui, tanto na rede pública quanto na rede privada de saúde. Assim que comecei a pesquisar, entendi que do pré-natal ao parto e pós-parto há uma série de procedimentos que médicos e enfermeiras adotam como rotina do atendimento à gestante de forma totalmente despropositada, ofensiva e, muitas vezes, criminosa. Há mulheres que foram vítimas de violência obstétrica e nem sabem. Exemplos de práticas adotadas indiscriminadamente são: a mentira, o engano, a lorota, a cascata e a falácia – a grávida chega ao consultório querendo parto normal, o médico diz “sim com certeza”, mas não vale a pena pra ele acompanhar um parto normal – os valores pagos pelos planos de saúde são indecentes, falta experiência, não é conveniente, vem vindo um feriado – então, no decorrer do pré-natal, vão surgindo “defeitos” no corpo da mulher, que está muito gorda ou muito magra ou com muito líquido ou pouco líquido ou a...
Olá, mundo!

Olá, mundo!

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A história de Marcos e Camila

A história de Marcos e Camila

Meu relato de parto começa no momento no qual eu disse para a Camila: “Vamos procurar uma segunda opinião”. Eu como pai estava 100% insatisfeito com os rumos que o parto do Gael tomava. Eu realmente não gostava da posição da antiga obstetra da Camila. Eu não pensava em detalhes de anestesia, episio, etc, mas simplesmente no fato de que a médica não queria ouvir a vontade da Camila. Sem contar que ela quase “gongou” nossa viagem pré-parto, não sabia o que era Doula e nem usava iphone! Mudar era uma necessidade. Abrir uma janela. Foi assim que conhecemos primeiro a Cris Balzano e em seguida o Jorge. Foi uma semana cheia de encontros. Vários amigos contaram que seus filhos chegaram a este mundo pelas mãos da dupla e, do quanto eles eram especiais. Foi com esta curta trajetória que chegamos na Casa Moara e na primeira consulta com o Jorge. A propósito, com todo o respeito farei todas as referências ao Dr Jorge Kuhn como apenas Jorge, uma forma mais próxima e humana, sem a distância dos títulos. Acho que ele merece. Ao sairmos da primeira consulta o clima era de uma mistura de êxtase e silêncio. Falarei por mim. Todas as palavras, vírgulas e pausas que ouvi do Jorge fizeram sentido. Era natural que aquela nova abordagem correspondia a todos os nossos desejos. Meus inclusive. Vou confessar, pois isso deve passar na cabeça de vários pais, que inicialmente, durante alguns segundos o custo do parto me assustou. Isso não durou mais do que segundos. Eu pensei que gastamos tanto dinheiro em coisas bestas, investimos em viagens, carros,...
Liz – Renata & Gabriel

Liz – Renata & Gabriel

Por Renata, mãe 39 semanas e 6 dias de gestação Deixa que o sol te veja Esse relato é pra você filha. Para que você saiba o caminho que fez pra chegar até aqui nesse mundinho. E que sabendo desse primeiro passo você possa percorrer muitos outros, com independência e segurança. Antes de tudo, um pequeno esclarecimento: A Liz foi um bebê meio planejado. Explico o meio: eu e Gabriel nunca tivemos grandes conversas sobre ter filhos, ou planejamos milimetricamente o “momento certo”. Apenas compatilhávamos da mesma opinião: que momento certo não existe, um dia você simplesmente sabe que quer ter um filho. Eu contei um pouco como foi nesse post aqui. Praticamente decidimos ter um filho por que estava chovendo… Desde o início da gravidez, fiquei super curiosa para saber sobre o parto. Uma pulguinha atrás da orelha sempre me consumia: se a maioria das mulheres que eu conhecia queriam partos normais, por que diabos todo mundo acabava fazendo cesárea? E nunca eram histórias simples: era sempre um médico heróico que salvou a mãe e o bebê de uma tragédia… Fui pesquisar e acabei descobrindo que os índices de cesárea no Brasil eram alarmantes e que se eu quisesse um parto normal teria que correr atrás dele. Eu e Gabriel conversamos muito sobre isso e devagarzinho fomos montando o parto da Liz na nossa cabeça – eu vi um monte de vídeos de parto, li pra caramba a respeito, escolhi uma obstetra porreta, a Dra Catia Chuba (ela atende aqui) e entrei na lista de discussão Materna_SP, uma rede de mulheres sensacional que apóia incondicionalmente o direito das...